quarta-feira, 25 de julho de 2012

II - O Maravilhoso Mundo de Gleice - Ufa!


Se há uma coisa que pode me trazer risco é minha imaginação. Principalmente quando estou caminhando. Meu pensamento voa tão longe, que não é estranho ouvir, de vez em quando, uma buzina ao atravessar uma rua qualquer.
Porém, desta vez a coisa foi um pouco mais séria, eu não estava caminhando...eu estava dirigindo! Para minha sorte, meu devaneio aconteceu durante uma parada em um semáforo.
O sinal ficou vermelho, fui parando o carro e logo veio aquele pensamento típico: “Humpf...por pouco não pego o sinal verde...". Então, comecei a observar o céu daquele fim de tarde ensolarado.
O céu estava pintado de um azul claro, porém imponente, as nuvens decoravam a cena com seu branco suave, ao longe podia se ver o contorno de um morro marrom desbotado onde o verde escuro da vegetação o cobria parcialmente.
Comecei a me sentir tão bem com aquela cena, uma felicidade e um alívio imediato cobriram a minha mente.
Você deve estar se perguntando o porquê do alívio, não é mesmo?! Bem, fiquei imaginando se a situação fosse outra; e se o céu não pudesse mais ser daquele jeito que eu estava contemplando? E se o mundo estivesse passando por um momento de destruição, próximo ao seu fim, em que não haveria mais dia, somente noite.
E se algum tipo de radiação tivesse alterado a cor do céu e em vez de azul ele estivesse vermelho. Vermelho?! Imaginem um céu vermelho, acho que seria cansativo para a vista, ou então roxo? Não, não, seria enjoativo de ser ver.
Fiquei pensando se as outras cores seriam realmente irritantes para os nossos olhos ou se já estamos condicionados ao azul, onde nenhuma outra cor seria aplicável?
Que tal um céu vermelho, nuvens verdes, sol roxo e morros amarelos? Argh! Acho que não.
Enfim, o semáforo abriu seu verde sorridente, interrompendo meu pensamento. Foi quando parti dali com um sentimento de imensa felicidade, dando uma última olhada naquela harmoniosa e perfeita combinação de cores que se formava ao meu redor: o céu continuava azul, as nuvens brancas, o sol brilhava seu amarelo radiante e o morro continuava lá, desenhando o horizonte com seu marrom desbotado.
Ufa! Com um sorriso nos lábios falei para mim mesma com convicção: "O céu está azul!"



Nenhum comentário:

Postar um comentário